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Empresário e namorada se tornam réus por morte de engenheiro após festa de São João na Paraíba


O empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e a namorada, Larissa Maria Leal de Freitas, passaram a ser réus no processo que apura a morte do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como "Rubinho". A decisão foi assinada nesta terça-feira (21) pela juíza Flávia de Souza Baptista, da Vara do Tribunal do Júri de Campina Grande.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou denúncia contra os dois investigados. De acordo com a acusação, Christian foi o autor dos disparos que mataram o engenheiro, enquanto Larissa teria participado do crime ao instigar o namorado e prestar auxílio material antes da ação.

Ao receber a denúncia, a magistrada entendeu que existem provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria. A decisão cita depoimentos de testemunhas que afirmaram ter visto Christian buscar uma arma no carro e, em seguida, efetuar um disparo no peito da vítima após uma briga durante uma festa privada de São João, realizada em Lagoa Seca, no Agreste paraibano.

A decisão judicial também menciona indícios de que Larissa teria incentivado a ação do namorado e que a arma utilizada no crime estava guardada em seu veículo. Com isso, ambos responderão ao processo na condição de réus.

A juíza determinou ainda que o processo tramite em segredo de Justiça. Segundo a decisão, a medida foi adotada após alegações de que os acusados passaram a sofrer ataques, ameaças e discursos de ódio nas redes sociais, caracterizando um suposto "linchamento virtual". Christian e Larissa terão prazo de dez dias para apresentar resposta à acusação.

Rubens Fernandes da Costa Filho tinha 29 anos e foi baleado no peito durante uma discussão, que, conforme a Polícia Civil, teria sido motivada por ciúmes. O engenheiro chegou a ser socorrido e levado ao Hospital de Trauma de Campina Grande, onde passou por procedimentos de emergência, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota à imprensa, familiares lamentaram a morte do engenheiro e cobraram que o caso seja rigorosamente apurado. O primo da vítima, Fábio Meireles, afirmou que Rubens era um jovem trabalhador, de comportamento pacífico e sem histórico de conflitos, destacando que a família buscará a responsabilização dos envolvidos para que o crime não fique impune.

Após o crime, Christian Medeiros também ficou ferido durante a confusão, recebeu atendimento médico e, posteriormente, foi encaminhado à Central de Polícia. Depois da audiência de custódia, ele foi transferido para um presídio. A arma utilizada no homicídio foi apreendida pela Polícia Civil e integra as investigações.

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