A Justiça da Paraíba manteve a apreensão provisória do adolescente de 17 anos que confessou ter matado Washington Rodrigo dentro de um quarto de hotel, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. A decisão foi confirmada pelo advogado de defesa após audiência realizada nesta quarta-feira (29).
Com a determinação judicial, o jovem permanecerá internado provisoriamente por até 45 dias. Caso não seja proferida uma sentença nesse período, ele deverá ser colocado em liberdade, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil tem o prazo de 10 dias para concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Poder Judiciário. Em seguida, o Ministério Público analisará os autos para decidir sobre o oferecimento da representação. Depois disso, será marcada a audiência de apresentação perante a Justiça.
Na sequência, ocorrerá a audiência de instrução, etapa em que serão ouvidas testemunhas e analisadas as provas reunidas durante a investigação.
Se, ao fim do processo, for aplicada a medida socioeducativa de internação, o adolescente passará por reavaliações obrigatórias a cada três a seis meses. Nessas revisões, serão elaborados pareceres técnicos e jurídicos que servirão de base para eventuais pedidos da defesa.
Motivação do crime
De acordo com o delegado Diego Garcia, responsável pelo caso, o adolescente afirmou que conheceu a vítima por meio de um site de relacionamentos e marcou um encontro no hotel.
Em depoimento, o investigado disse que se sentiu intimidado ao acreditar que Washington Rodrigo havia registrado imagens do momento íntimo entre os dois. Segundo o delegado, o adolescente relatou que a vítima teria pedido que ele colocasse algemas, simulando um fetiche, e, diante da situação, utilizou uma arma de airsoft para obrigá-la a fornecer a senha do celular, com o objetivo de verificar se havia fotos ou mensagens que pudessem expô-lo.
Ainda conforme a investigação, após acessar o aparelho, o adolescente utilizou o cabo do secador de cabelo do hotel para estrangular Washington Rodrigo. Em depoimento, ele afirmou que a intenção era apenas deixar a vítima desacordada para conseguir deixar o quarto. A Polícia Civil segue investigando o caso.
