A senadora Tereza Cristina (PP-MS) informou a aliados, nesta quinta-feira (30), que aceitou o convite para disputar a Vice-Presidência da República na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar da sinalização positiva da parlamentar, a composição ainda depende da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além da confirmação oficial do PP durante sua convenção partidária. Depois da manifestação de Tereza Cristina, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para avaliar o nível de apoio à possível aliança.
Até então, a orientação predominante dentro da federação era manter neutralidade na eleição presidencial, com o objetivo de preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso Nacional. Mesmo com o avanço das conversas, integrantes da direção do PP ainda avaliam como difícil uma coligação com o PL.
Tereza Cristina é considerada o nome favorito do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para ocupar a vaga de vice. Na avaliação dele, a presença da senadora fortalece a candidatura de Flávio Bolsonaro pela ligação com o agronegócio e também amplia as possibilidades de atrair a Federação União Progressista para a aliança.
Natural de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina é senadora pelo estado, líder do PP no Senado Federal, empresária e produtora rural com forte atuação no agronegócio. Ela exerceu o mandato de deputada federal entre 2015 e 2018 e foi ministra da Agricultura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nas últimas semanas, a senadora vinha sendo pressionada por dirigentes do PL e por representantes do empresariado e do agronegócio para integrar a chapa presidencial. Segundo um dirigente do União Brasil, que falou sob reserva, “tiveram uma conversa com ela ontem, e ela realmente balançou”.
Há poucos dias, Tereza Cristina chegou a tratar do assunto com Valdemar Costa Neto, mas ainda demonstrava resistência ao convite. De acordo com um dirigente do PL, ela preferia permanecer no Senado e disputar a Presidência da Casa em 2027. O próprio Valdemar já havia afirmado anteriormente que esse era o principal motivo para a senadora não aceitar a vaga de vice.