Banner

Idosa procura lan house para criar senha do INSS e acaba vítima de empréstimos na PB

 



A agricultora aposentada Rita Maria de Lima foi uma das vítimas de um esquema de golpes financeiros praticado por proprietários de uma lan house na Paraíba. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam dados fornecidos por clientes para contratar empréstimos e realizar compras sem autorização.

Duas mulheres e um homem foram presos nesta quinta-feira (6), durante a Operação Ludibria, em Sapé e João Pessoa. De acordo com a investigação, mais de 20 pessoas foram prejudicadas pelo esquema.

Rita contou que procurou os serviços da lan house para conseguir criar uma senha de acesso ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A partir dos dados fornecidos, empréstimos teriam sido realizados em nome dela sem autorização.

A aposentada recebe cerca de R$ 2 mil por mês, mas passou a sofrer descontos referentes aos empréstimos irregulares. Na última vez em que recebeu o benefício, ela ficou com apenas R$ 500.

Emocionada, Rita afirmou que espera que a situação seja resolvida, já que mora sozinha e depende do benefício para sobreviver.

"Eu espero agora que Deus bote a mão em cima e resolva, porque se não eu vou fazer posse, moro sozinha", disse.




Após a divulgação do caso no noticiário, outras seis vítimas procuraram a Polícia Civil para denunciar situações semelhantes.

Segundo o delegado Amon Paiva, as prisões dos suspeitos foram mantidas pela Justiça após as audiências de custódia. Além das três prisões, a operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.

As duas mulheres foram presas em Sapé, enquanto o homem foi localizado em João Pessoa. As identidades dos investigados não foram divulgadas.

O delegado informou ainda que o grupo teria atuado durante os últimos quatro anos e que o dinheiro obtido por meio dos golpes era utilizado em benefício próprio dos suspeitos.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, os proprietários da lan house aproveitavam os dados fornecidos pelos clientes para contratar empréstimos e realizar compras sem autorização.

As investigações apontam que o esquema vinha sendo praticado há cerca de três anos. O prejuízo total causado às vítimas ainda está sendo contabilizado pela polícia.

Os suspeitos foram encaminhados para a delegacia de Sapé e permanecem à disposição da Justiça.


Postagem Anterior Próxima Postagem