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Justiça da Paraíba mantém prisão preventiva de empresário investigado por jogos de azar

A Justiça da Paraíba manteve a prisão preventiva do empresário Cícero Fabiano Melo Silva, preso durante uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que investiga a exploração de jogos de azar e suspeitas de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada nesta terça-feira (18), durante uma audiência de custódia realizada em João Pessoa.

Após a decisão, Cícero Fabiano foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, localizada no bairro do Roger, em João Pessoa. A Justiça da Paraíba também determinou que a decisão fosse encaminhada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), para ciência e providências cabíveis.

O empresário foi localizado em um hotel no bairro de Manaíra, na capital paraibana. Durante a operação, também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão: três em endereços de João Pessoa, um em Campina Grande e outro relacionado à prisão preventiva.

Segundo a Polícia Civil, Cícero Fabiano é apontado como responsável pela exploração de bingos e outras modalidades de jogos de azar. Ele também é investigado pela suposta utilização de mecanismos para lavar dinheiro proveniente dessas atividades.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e está relacionada a fatos investigados naquele estado. De acordo com o delegado João Ricardo, da Delegacia de Crimes Cibernéticos da Paraíba, as informações sobre o caso estão sob sigilo.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos computadores, celulares e documentos. Conforme a polícia, o material poderá contribuir para o avanço das investigações e para a análise da movimentação financeira relacionada às atividades investigadas.

Na audiência de custódia, o Ministério Público pediu a manutenção da prisão e a comunicação ao juízo responsável pelo processo em Mato Grosso do Sul.

A magistrada destacou que as questões relacionadas aos motivos da prisão deverão ser analisadas pelo juízo competente de Mato Grosso do Sul. Segundo a decisão, a competência da audiência de custódia realizada na Paraíba estava restrita à análise da legalidade do cumprimento do mandado.

Defesa

Segundo a defesa do empresário, a Paraíba Premiado, empresa ligada a Cícero Fabiano, não possui relação com as suspeitas investigadas.

A defesa informou que aguarda a manifestação da Justiça de Mato Grosso do Sul, onde o processo deverá tramitar. Também afirmou que ainda não teve acesso às informações que fundamentaram a prisão e que aguarda o acesso aos autos para analisar as acusações e adotar as medidas cabíveis.

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