A Justiça absolveu o professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em um processo criminal que apurava uma acusação de importunação sexual. O caso estava relacionado a denúncias de assédio sexual e moral contra estudantes e também resultou na demissão do docente pelo Ministério da Educação (MEC).
A decisão foi assinada pela juíza Flávia de Souza Baptista, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campina Grande. Na sentença, a magistrada considerou que as provas apresentadas no processo não eram suficientes para sustentar uma condenação.
Segundo a sentença, não foram encontradas testemunhas que confirmassem os supostos toques corporais ou o beijo de natureza sexual mencionados na acusação. A juíza apontou fragilidades no conjunto de provas analisado durante o processo.
A absolvição ocorreu no processo criminal que investigava uma denúncia de importunação sexual por fatos que teriam acontecido em 2022, dentro da UFCG, durante uma manifestação estudantil.
Durante a audiência, foram ouvidas a pessoa responsável pela denúncia, oito testemunhas e uma declarante. Após os depoimentos, o professor também foi interrogado pela Justiça.
Antônio Lisboa negou as acusações. Conforme registrado na sentença, ele afirmou que a sala de aula permanecia trancada e que precisava buscar as chaves na área administrativa antes de permitir a entrada dos estudantes.
O professor também negou ter tocado no corpo de alunas com finalidade sexual. Sobre o episódio ocorrido durante a manifestação estudantil, ele afirmou que o contato foi apenas um cumprimento social, sem qualquer conotação sexual.
