
Um laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC) confirmou que a morte de um bebê de um ano, em João Pessoa, foi provocada por broncoaspiração e intoxicação por veneno. O resultado do exame toxicológico foi divulgado nesta sexta-feira (18).
A análise identificou a presença de terbufós no organismo da criança. A substância é um pesticida do grupo dos organofosforados e, segundo o IPC, a intoxicação foi classificada como exógena, ou seja, causada pela entrada de uma substância no organismo.
O bebê, identificado apenas como Noah, morava com a família em uma ocupação no Centro de João Pessoa. Após a realização da autópsia, o IPC solicitou exames complementares para determinar com precisão a causa da morte.
Com a conclusão do exame toxicológico, o órgão encerrou o exame cadavérico e estabeleceu como causa da morte a broncoaspiração associada à intoxicação exógena por veneno.
Investigação
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil da Paraíba. A suspeita inicial era de que a criança tivesse ingerido uma comida envenenada que havia sido deixada para gatos.
No dia 7 de setembro, o bebê foi levado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa após apresentar sintomas como agitação e engasgo. A criança não resistiu e morreu na unidade de saúde.
No dia seguinte, 8 de setembro, o diretor do IPC, Flávio Fabres, havia informado que a causa da morte era “sufocação consecutiva”. Naquele momento, segundo o Instituto de Medicina Legal (IML), a criança teria se engasgado, provocando a interrupção do fornecimento de oxigênio.
A perícia já havia identificado sinais de broncoaspiração, mas aguardava os exames complementares para concluir o diagnóstico.
O corpo de Noah foi enterrado no dia 8 de setembro, em João Pessoa.