sábado, 24 de agosto de 2019

Ex-governador da Paraíba contesta Bolsonaro sobre obras da transposição

O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) está organizando um manifesto para protestar contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que há cerca de seis meses mandou suspender o bombeamento das águas do rio São Francisco até o município de Monteiro na Paraíba. Sem água suficiente, o canal está cheio de rachaduras e acúmulo de areia em vários pontos.

Em meio aos problemas, o governo Jair Bolsonaro sinaliza para conceder a efetiva operação do sistema à iniciativa privada. A ideia de levar a água do São Francisco até as regiões do Nordeste atingidas por secas prolongadas não trouxe ainda as soluções esperadas e há quem diga que corre risco de virar um grande elefante branco do Sertão.

Bolsonaro alega que a obra está cada vez mais cara e o ex-gestor contesta e afirma que a obra continua sendo de fundamental importância para os nordestinos e que a maior obra  da região Nordeste, que seria a libertação do povo do semiárido, custa apenas R$ 100 por ano para cada nordestino beneficiado.

“Ele parou o bombeamento e já estava preparando um discurso de que a obra é um elefante branco, como publicou uma revista de circulação nacional para poder dizer que a obra não prestava, que a obra tinha consumido muito dinheiro. Isso é uma mentira”, disse.

Conforme Coutinho, a transposição do São Francisco é uma das obras mais baratas da história do Brasil. “Ela custou R$ 12 bilhões. Inicialmente iria atender a 12 milhões de nordestino, eles iriam ser beneficiados por essa água. Hoje, a perspectiva é que seja muito mais que doze. Aqui na Paraíba, temos uma perspectiva de 850 mil pessoas e só com o Eixo-Leste, nós já estamos atendendo a 1 milhão e 150 mil por conta das adutoras que construímos no nosso governo”, lembrou.

Ricardo disse ainda se os cálculos forem feitos em cima do custo total da obra de R$ 12 bilhões e dividir pelo custo inicial de 12 milhões de beneficiados, chega-se a uma conta de R$ 1 mil por pessoa beneficiada, e se colocar 10 anos de construção da obra dividindo por R$ 1 mil, se terá apenas R$ 100 por ano.

 “O que não é nada. É menos que o Bolsa Família mensal. E essa obra foi abandonada. É preciso que o povo grite para o Brasil, porque nós não vamos permitir que uma obra com essa importância para todos nós, se torne objeto de disputa política mesquinha por parte de quem não sabe fazer política”, avaliou o ex-governador.

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