HULW é escolhido para tratar coronavírus se doença chegar à Paraíba

O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, será uma das referências no tratamento de coronavírus caso a doença chegue ao Brasil. Ele foi listado entre as 47 unidades que se preparam para prestar assistência à população em uma eventual contaminação pelo vírus no país. A informação foi divulgada nessa quinta-feira (30) pela Rede Ebserh, que, além do HULW, administra os hospitais escolhidos para lidar com possíveis casos da doença no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.
A escolha do Hospital Universitário Lauro Wanderley como referência no tratamento do coronavírus foi feita pela Secretaria de Estado da Saúde, que já havia anunciado o Hospital Clementino Fraga como centro de atendimento a possíveis casos da doença. Segundo a Secretaria, o hospital da rede estadual será referência prioritária para adultos, enquanto o HULW terá como foco a pediatria.
Segundo o Ministério da Saúde, há nove pessoas com suspeita de infecção por coronavírus no Brasil. Até o momento, 43 casos foram notificados pelo país. Destes, 28 já foram excluídos. Até o fechamento do balanço, os casos estavam distribuídos em: Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), São Paulo (3), Rio Grande do Sul (2) , Paraná (1) e Ceará (1).

Estrutura dos hospitais

A Rede Ebserh informou que adquiriu emergencialmente equipamentos de proteção individual para trabalhadores da área assistencial, por meio de contratos já vigentes. Serão máscaras, luvas, aventais e óculos, totalizando investimentos de R$ 1,2 milhão na segurança dos colaboradores dos hospitais da rede.
Também foi instituída a veiculação de um boletim diário com informações atualizadas do Ministério da Saúde e da OMS, apoiando os hospitais nas diretrizes regulatórias e assistenciais, além da participação no grupo do ministério que trata das estratégias sanitárias sobre o coronavírus no Brasil. A Ebserh está elaborando, ainda, um protocolo assistencial próprio, que poderá ser compartilhado com outras instituições, com informações sobre como receber o paciente suspeito de contágio pelo coronavírus, quais encaminhamentos, que tipo de isolamento, entre outros passos.
O Hospital Clementino Fraga, segundo o Estado, também tem estrutura hospitalar preparada para atender casos suspeitos de coronavírus. “Na eventualidade de ser identificada alguma vítima em outro serviço da rede, está previsto até o transporte aeromédico para garantir o melhor tratamento disponível para este paciente. Nós estamos atentos ao que acontece no mundo e preparados”, garante o secretário da Saúde, Geraldo Medeiros.
O secretário pontua a possibilidade de adquirir equipamentos de proteção individual (EPI) em maior volume, caso seja necessário, além de aumentar a vigilância em portos, aeroportos e fronteiras, como sugere o protocolo do Ministério da Saúde. “Se for necessário, iremos aderir a uma ata para aquisição de EPI para proteger pacientes e profissionais”.

O coronavírus

Febre, tosse e dificuldade para respirar são sinais comuns de gripes ou pneumonias, mas que também podem ser sintomas clínicos do coronavírus, que foi detectado inicialmente na cidade de Wuhan, na China, no fim do ano passado. O vírus vem se alastrando por outros países tem causado preocupação para a Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou situação de emergência global.
Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. A indicação é repouso e consumo de bastante água. Além de medidas adotadas para aliviar os sintomas como o uso de medicamento para dor e febre. Mas os médicos alertam que é fundamental procurar ajuda médica logo que aparecerem os primeiros sintomas para iniciar o tratamento, se for confirmado o diagnóstico.
Mas cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus, devem ser adotadas. Entre as medidas estão evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas. Lavar frequentemente as mãos, utilizar lenço descartável. Cobrir nariz e boca com a região do cotovelo quando espirrar ou tossir. Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca. E não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.
Portal Correio
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