Neste ritmo, destino de Teich será o mesmo de Mandetta, avaliam assessores do Ministério da Saúde

Depois do constrangimento passado pelo ministro da Saúde, Nelson Teich, ao ser surpreendido na última segunda-feira (11) pela inclusão de novas atividades na lista de serviços essenciais, a equipe do ministério já faz a avaliação de que ele pode ter o mesmo destino do antecessor Luiz Henrique Mandetta.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro demitiu Mandetta do ministério da Saúde e anunciou Teich para o posto.

Na avaliação de assessores da Saúde, ou o presidente da República, Jair Bolsonaro, sinaliza que respeitará a política de Nelson Teich à frente da pasta, ou a permanência do ministro pode durar menos do que se imaginava.

Além de não ouvir Teich sobre a inclusão de novas atividades na lista de serviços essenciais, como salões de beleza, barbearia e academias (veja no vídeo abaixo), Bolsonaro voltou a defender nesta quarta-feira (13) o que ele classifica como isolamento vertical. Nesse tipo de isolamento, devem ficar em casa apenas pessoas de grupos de risco.Teich não defende essa estratégia.
Sem deixar claro a quem se referia, o presidente disse ainda que seus ministros têm de estar afinados com ele e citou que deve se encontrar nesta quarta com Nelson Teich para tratar do uso da cloroquina.
Bolsonaro voltou a defender o uso em massa do medicamento, enquanto Teich tem posição diferente, de que é preciso ter uma decisão médica e concordância do paciente.

Estudos médicos apontam que a cloroquina não demonstrou eficácia no tratamento do coronavírus. Mesmo assim o presidente, depois de um tempo sem tratar do tema, voltou a insistir no uso do medicamento diante do aumento de mortes no país por causa da covid-19.

G1 Globo
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