Afastado da política desde dezembro de 2012, o ex prefeito Sandro Brito da cidade de Taperoá, hoje servidor público na Caixa Econômica Federal em Campina Grande, mesma cidade onde atua como professor, começa a realizar outra meta de sua vida, que é se dedicar a literatura. Nesse artigo, Sandro analisa a situação econômica do país questionando a lógica inflacionária aplicada por alguns setores, segundo ele, interessados em aumentar a taxa básica de juros, leia e confira.
Que inflação é essa?
Li
hoje uma matéria em um grande site nacional intitulada “Setor financeiro
resiste a Dilma”, na qual dizia que foram consultados 10 banqueiros que
resistiam a Dilma e simpatizavam com Aécio e Eduardo Campos, e isso só veio a
confirmar o que a observação já havia me dito a respeito da batalha travada
entre o governo e os banqueiros querendo baixar e aumentar os juros
respectivamente.
Até a última sexta feira,
quando foi divulgada a última decisão do Comitê de Política Monetária a
respeito da taxa básica de juros, os banqueiros instrumentalizados em alguns
meios de comunicação conseguiram criar a impressão de que a “inflação
galopante” poderia voltar a qualquer momento, Ana Maria Braga, por exemplo, (do
alto dos seus conhecimentos de economia), apareceu com um colar de tomates,
símbolo adotado pelos “inflacionistas” para alardear o caos que se aproximava
sem, entretanto apontar os fatores que levaram a alta daquele vegetal.
Esqueceram a seca do nordeste, as enchentes no sul entre outros e se limitaram
a apontar uma única solução possível: Aumentar a taxa básica de juros sem, no
entanto ponderar que esse tipo de medida só começa a surtir efeitos em média
seis meses depois de tomada, ou seja, o tomate continuaria caro, nesse caso há
que se perguntar: o que queriam eles?
Queriam a conseguiram,
obrigaram o BACEN a aumentar a taxa SELIC, aumentando dessa forma o retorno
para os especuladores que não tem nenhum compromisso com qualquer coisa a não
ser com o lucro, aumentaram o lucro dos bancos que já ganham muito bem,
aumentaram os juros da dívida pública brasileira, já que boa parte dos títulos
da dívida são indexados pela taxa SELIC, diminuindo assim os recursos que
poderiam ser investidos em prol da bem coletivo e na contramão perdeu o povo,
perderam as empresas da chamada “economia real”, perdeu o estado brasileiro,
perdemos nós.
