“alem da dificuldade com alimentação agente também não tem água e acaba tendo que dividir entre bicho e gente a única água existente” concluiu o agricultor - leia mais...
A estiagem prolongada segue seu curso e os
efeitos devastadores da seca aumentam a cada dia. No cariri, uma das regiões
mais afetadas do semiárido, a dura realidade dos produtores se reflete nas
dificuldades enfrentadas pelo rebanho.
Na zona rural de Assunção encontramos o
agricultor Cícero Jose de Souza, ele descreveu ao nosso portal a situação
vivenciada pelo homem do campo em tempos difíceis. Seu Cícero estava arrancando “mato” na
margem da rodovia PB 228 por que não existe mais pasto e as “ajudas” do governo
federal e estadual não são suficientes para o dia a dia dos agricultores.
Perguntamos a ele sobre a ração distribuída
pelos governos “muito boa, mais pouca, se agente colocar muita os bichinhos comem
tudo antes da outra entrega cegar”, disse o criador que possui quatro animais
no curral. Cícero explicou que a ração chega a cada
quinze dias e que para durar todo o período se faz necessário complementar a alimentação
com o mato que ele encontra próximo da estrada.
O agricultor ainda mencionou que outro
grande problema consiste em água para o consumo dos animais “alem da
dificuldade com alimentação agente também não tem água e acaba tendo que
dividir entre bicho e gente a única água existente” concluiu.
O exemplo de seu Cícero se repete no
nordeste inteiro como fruto da falta de compromisso histórica dos governos com
essa região, o que fica mais evidente em momentos como esse. A velha frase pronunciada se tornou justificativa para a miséria e situação de caos "se Deus quiser vai chover e tudo vai ficar bem". Na verdade estamos no semiario, nossa riqueza se traduz por outras fontes, não pelas chuvas, a frase deve ser outra "se Deus quiser teremos governos mais criativos capazes de estabelecerem politicas de convivencia com a seca".
