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A greve dos bancários, que começou na última quinta-feira (19), entra
em seu sétimo dia. A paralisação continua por tempo indeterminado,
segundo a organização do movimento
Nesta terça-feira (24), a greve deixou fechados pelo menos 9.665
agências e centros administrativos de instituições públicas e privadas
em 26 Estados e no Distrito Federal. A estimativa é da Contraf
(Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entidade
ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores).
O Comando Nacional representa um total de 143 sindicatos e 10
federações de todo país, totalizando mais de 95% dos bancários de todo
Brasil.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) diz que lamenta a posição dos
sindicatos e que tem com as lideranças sindicais uma "prática de
negociação pautada pelo diálogo". Ainda segundo a entidade, "os bancos
respeitam o direito à greve, entretanto, farão tudo que for necessário e
legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários
aos estabelecimentos bancários".
Bancários promovem passeata em Brasília, junto com Correios
Nesta quarta-feira (25), os bancários promovem uma passeata em
Brasília, em conjunto com os trabalhadores dos Correios, também em
greve.
A manifestação está prevista para as 16h, partindo do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão em direção à Rodoviária do Plano
Piloto, onde deve ocorrer uma panfletagem sobre a greve.
Comando Nacional dos Bancários se reúne para discutir greve
O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, se reúne
nesta quinta-feira (26), às 14h, para avaliar a primeira semana da
greve.
Segundo Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do
Comando Nacional, a reunião vai discutir formas de fortalecer e ampliar a
greve.
"Precisamos reforçar ainda mais as paralisações para quebrar a
intransigência da Fenaban e arrancar uma proposta decente com conquistas
econômicas e sociais para a categoria, bem como garantir avanços nas
negociações das pautas de reivindicações específicas com os bancos
públicos".
