Mas, segundo ela, progresso na relação exige pedido de desculpas.
Para presidente, ‘soberania’ do Brasil não pode ser ‘negociada’.
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (25) em Nova
York que a relação ente Brasil e Estados Unidos é “estratégica” e
“ultrapassa” o mal-estar provocado por ações de espionagem da agência de
segurança norte-americana sobre o país.
Ela disse, porém, que, para haver progresso na cooperação bilateral, é preciso que o governo norte-americano apresente “desculpas” e garantias de que não acessará dados de autoridades e empresas brasileiras.
A informação de que a NSA, a agência de segurança norte-americana, espionou Presidência da República, ministros brasileiros e a Petrobras, revelada pelo programa Fantástico, foi tema do discurso da presidente, nesta terça (24), na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. No discurso, a presidente afirmou que a espionagem "afronta" o Brasil, fere a soberania do país e o direito internacional.
“Acredito que a relação estratégica dos dois países ultrapassa isso. Ela tem a sua dinâmica. Agora, era possível elevar esse patamar e acredito que essa é vontade do presidente Barack Obama, mas as condições têm que ser construídas”, disse Dilma em entrevista coletiva.
Em referência ao discurso crítico aos EUA que fez na ONU, a presidente afirmou que exigia uma resposta do governo. Para Dilma, o Brasil não pode “negociar” sua soberania.
“Nada do que foi feito [dito no discurso] era do desconhecimento das autoridades norte-americanas. Esse processo que desencadeou isso, do qual não temos responsabilidade, implica necessariamente uma atitude do país, porque não se transige nem com os direitos civis e a privacidade da população, nem tampouco pode negociar sua soberania.
G1 Nova York
Ela disse, porém, que, para haver progresso na cooperação bilateral, é preciso que o governo norte-americano apresente “desculpas” e garantias de que não acessará dados de autoridades e empresas brasileiras.
A informação de que a NSA, a agência de segurança norte-americana, espionou Presidência da República, ministros brasileiros e a Petrobras, revelada pelo programa Fantástico, foi tema do discurso da presidente, nesta terça (24), na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. No discurso, a presidente afirmou que a espionagem "afronta" o Brasil, fere a soberania do país e o direito internacional.
“Acredito que a relação estratégica dos dois países ultrapassa isso. Ela tem a sua dinâmica. Agora, era possível elevar esse patamar e acredito que essa é vontade do presidente Barack Obama, mas as condições têm que ser construídas”, disse Dilma em entrevista coletiva.
Em referência ao discurso crítico aos EUA que fez na ONU, a presidente afirmou que exigia uma resposta do governo. Para Dilma, o Brasil não pode “negociar” sua soberania.
“Nada do que foi feito [dito no discurso] era do desconhecimento das autoridades norte-americanas. Esse processo que desencadeou isso, do qual não temos responsabilidade, implica necessariamente uma atitude do país, porque não se transige nem com os direitos civis e a privacidade da população, nem tampouco pode negociar sua soberania.
G1 Nova York