
O governador João Azevêdo decidiu colocar um ponto final nas especulações que agitavam os bastidores políticos da Paraíba. Em uma entrevista esclarecedora à Rádio POP FM, o gestor negou que tenha articulado ou permitido a saída de figuras importantes do PSB durante a última janela partidária.
O peso das escolhas individuais
A debandada de nomes como Rafaella Camaraense, Pollyanna Werton e Ricardo Barbosa para legendas como PDT e PP gerou rumores de uma suposta estratégia montada pelo próprio governador. João, no entanto, foi direto: ele não segura quem decide seguir outro caminho por conveniência eleitoral.
“Em nenhum momento eu estimulei a saída de quem quer que fosse”, garantiu. Segundo ele, embora não possa impedir o direito de ir e vir dos políticos, isso não significa que ele concorde com a motivação por trás dessas trocas.
Identidade versus Matemática
A crítica mais ácida de Azevêdo foi direcionada aos políticos que mudam de lado apenas para garantir uma eleição mais fácil. Para o governador, a política deve ser feita com base em ideais, e não apenas em cálculos de chances de vitória.
Ele afirmou que não se sentiria confortável em um grupo sem afinidade apenas para ganhar uma cadeira, reforçando que a coerência deveria vir antes do pragmatismo.
Sem mágoas, mas com responsabilidade
Apesar das perdas no quadro do PSB, o tom de João não foi de rancor, mas de distanciamento pragmático. Ele deixou claro que a relação pessoal permanece, mas que cada um deve carregar as consequências de suas movimentações.
“Somos frutos de nossas escolhas. Quando a gente escolhe, a gente arca com ônus e bônus”, finalizou, enviando um recado claro de que o governo segue seu ritmo, independentemente de quem decidiu desembarcar da legenda.