Usina será utilizada para o desenvolvimento de pesquisas para produção de brita sintética com resíduos sólidos urbanos.
Tatiana Brandão
A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o 1º Grupamento de
Engenharia e Construção do Exército Brasileiro firmaram convênio de
cooperação técnica no qual a instituição universitária recebeu, em
doação, uma usina de beneficiamento asfáltico. A usina será utilizada
como objeto de pesquisa pelos cursos de engenharia da UFCG para o
desenvolvimento de um tipo de brita sintética, produzida com resíduos
sólidos urbanos a ser utilizada em pavimentação asfáltica.
O termo de parceria foi assinado na tarde de ontem entre o reitor da
UFCG, Edilson Amorim, e o comandante do 1º Grupamento de Engenharia e
Construção, general Carlos Teixeira. A usina doada pelo Exército à UFCG
será instalada em uma área cedida pela Prefeitura de Campina Grande. O
espaço ainda não está definido, mas estes encaminhamentos estão sendo
discutidos com a Procuradoria Geral do município e a expectativa é de
que a usina comece a funcionar ainda no primeiro semestre de 2014.
Além de reduzir o volume dos resíduos depositados em aterros
sanitários, a usina vai fazer o aproveitamento de resíduos poliméricos
remanescentes de processos industriais diversos e a produção de asfaltos
com baixa absorção de umidade. “O ganho é ambiental e social”, destacou
o reitor Edilson Amorim, ao mencionar que a usina deve aproveitar cerca
de 30% do lixo orgânico de Campina na produção da brita sintética, o
que vai gerar barateamento dos custos das obras em regiões em que não há
pedra.
Para o comandante do Grupamento de Engenharia, general Carlos
Teixeira, a parceria é de grande relevância social, uma vez que une a
necessidade da sociedade e a exigência do mercado.
Segundo o coordenador do Laboratório de Reologia de Materiais
Asfálticos (Larma), professor Ariosvaldo Sobrinho, quando a usina
estiver em funcionamento, ela vai servir de laboratório para os
estudantes dos vários cursos de engenharia da UFCG, que poderão
desenvolver pesquisas e, com isso, beneficiar a sociedade com a produção
e fornecimento de produtos na área de construção civil com grande
qualidade e baixo custo. Em um prazo de oito meses a um ano, a brita
sintética deve começar a entrar em linha de produção em grande escala.
O material asfáltico produzido pela usina será utilizado,
inicialmente, em pavimentação de ruas de Campina, de acordo a demanda
surgida através de parceria firmada com a prefeitura.
A usina estava sendo utilizada pela unidade militar em Alhandra, na
duplicação da Rodovia BR-101, que liga as cidades de Natal e Recife.