A ex-senadora Marina Silva
estreou no programa eleitoral da televisão neste sábado (23) como candidata à
Presidência pelo PSB e criticou "os grupos que estão há 20 anos no
poder". Ela defendeu diálogo com pessoas de todos os partidos para
"fazer a mudança" no país.
Marina registrou a
candidatura em substituição à de Eduardo Campos no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) nesta sexta (22). Com o registro, obteve aval para se apresentar como
candidata e pedir votos.
Na propaganda de dois
minutos, ela disse os adversários "não conseguem mais dialogar" e
ressaltou que é preciso convocar "gente boa" de partidos,
universidades e empresas para discutir melhorias para o país.
"Nós queremos e podemos
unir o Brasil, mas para isso é preciso dialogar. Os grupos que estão há 20 anos
no poder não conseguem mais dialogar. Não se escutam e não conseguem escutar. A
velha política está atrasando o Brasil e prejudicando nosso
desenvolvimento", afirmou.
Segundo Marina, "em
toda parte há gente honesta". Ela encerrou o programa com a frase dita por
Eduardo Campos na última entrevista, ao Jornal Nacional, antes da morte:
"Não vamos desistir do Brasil".
No programa de pouco mais de
quatro minutos, o senador Aécio Neves, candidato do PSDB, apresentou dados
sobre sua gestão como governador de Minas Gerais.
Ele afirmou que, quando
assumiu, o estado vivia "situação gravíssima", mas que medidas
tomadas na sua gestão resolveram o problema. "Eu não fiz governo de um
partido ou de uma aliança. Fiz com as melhores cabeças", afirmou o
senador.
A presidente Dilma Rousseff
voltou a apresentar na propaganda deste sábado aspectos do cotidiano dela, como
a relação de mãe e avó.
Dilma relatou que gosta de
cozinhar e que precisa explicar para o neto que o Palácio da Alvorada é do povo
brasileiro.
"Ele tem verdadeira
paixão por essas duas bolinhas [enfeites de mesa da residência oficial]. Eu
tenho que explicar para ele que não é da avó, é patrimônio do povo
brasileiro."
G1
