Próximo de mais uma eleição
eu tenho a sensação que estou em outro país, numa daquelas nações que reserva
grandes investimentos para a educação, talvez a nova China, Japão, ou alguma nação da Europa.
Essa sensação se dá provavelmente
pela quantidade de vozes que escuto falando sobre o tema que é tão importante e
ao mesmo tempo tão desprezado.
Enquanto os políticos se
revezam na hipocrisia, nossas crianças padecem nas masmorras, chamadas pelos
governantes de escolas públicas. Corredores seguidos de salas
que lembram um presídio, sem ventilação, iluminação, espaços de lazer. Em outras, buracos nas
paredes, pisos e telhados terminam por liquidar a dignidade das nossas
crianças.
As poucas que dispõem de uma
modesta infra-estrutura são tão lotadas que mais parecem um depósito de meninos
e meninas.
Nesse ambiente desfavorável
para tudo, o governo lançou o MAIS EDUCAÇÃO, uma espécie de estratégia mau
elaborada de permanência integral num ambiente escolar frágil e incapaz de
receber os alunos no turno e no contra turno.
Tudo isso ainda é acrescido
da má remuneração dos professores, uma das piores do mundo e de uma formação
deficitária marcada por aulas semanais em instituições de pouca ou nenhuma
credibilidade.
Para quem acha isso bombagem
e pessimismo, fica a pergunta: você faria uma consulta médica com um
profissional formado aos finais de semana? Contrataria um advogado formado
dentro de uma realidade assim? Mesmo quando você tem dinheiro e oportunidade
manda seu filho para as escolas do governo? A maioria não, isso é certo.
Sem falar na educação
camponesa, cada vez mais deixada de lado por uma política equivocada de
educação urbana que afasta o aluno do seu ambiente que é repleto de
possibilidades de ensino aprendizagem e o melhor, ao lado da casa dele.
Por isso eu sinto náusea
quando vejo essa "enxurrada" de políticos dizendo que a educação é
isso é aquilo, como se eles estivessem de fato se importando.
Também "enjoou"
quando a turma do governo começa mostrar esses dados falseados de um IDEB que
não reflete a realidade do país, eu sou professor e sei que a maior parte das
nossas crianças não sabem ler.
Se a presidente Dilma um dia
fizesse a leitura dessa postagem eu sei o termo que ela usaria e o lugar que me
daria, o de pessimista.
Os "trogloditas"
do PT que mandam na república taxam de PESSIMISTAS todo mundo que vê além do
alcance, essa é a melhor defesa que encontraram para não admitir que a educação
brasileira está fragilizada, carente de cuidados especiais segundo relatório da
UNESCO.
Essa coisa de educação é
seria, vai além dos discursos patéticos e das ações frágeis que o país vem
fazendo, alguns dizem que é o melhor momento, eu digo que foi uma pequena
brecha e que precisa se tornar algo maior.
