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A OUTRA FACE DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA - POR LÁZARO FARIAS


Próximo de mais uma eleição eu tenho a sensação que estou em outro país, numa daquelas nações que reserva grandes investimentos para a educação, talvez a nova China, Japão, ou alguma nação da Europa.

Essa sensação se dá provavelmente pela quantidade de vozes que escuto falando sobre o tema que é tão importante e ao mesmo tempo tão desprezado.

Enquanto os políticos se revezam na hipocrisia, nossas crianças padecem nas masmorras, chamadas pelos governantes de escolas públicas. Corredores seguidos de salas que lembram um presídio, sem ventilação, iluminação, espaços de lazer. Em outras, buracos nas paredes, pisos e telhados terminam por liquidar a dignidade das nossas crianças.

As poucas que dispõem de uma modesta infra-estrutura são tão lotadas que mais parecem um depósito de meninos e meninas.

Nesse ambiente desfavorável para tudo, o governo lançou o MAIS EDUCAÇÃO, uma espécie de estratégia mau elaborada de permanência integral num ambiente escolar frágil e incapaz de receber os alunos no turno e no contra turno.

Tudo isso ainda é acrescido da má remuneração dos professores, uma das piores do mundo e de uma formação deficitária marcada por aulas semanais em instituições de pouca ou nenhuma credibilidade.

Para quem acha isso bombagem e pessimismo, fica a pergunta: você faria uma consulta médica com um profissional formado aos finais de semana? Contrataria um advogado formado dentro de uma realidade assim? Mesmo quando você tem dinheiro e oportunidade manda seu filho para as escolas do governo? A maioria não, isso é certo.

Sem falar na educação camponesa, cada vez mais deixada de lado por uma política equivocada de educação urbana que afasta o aluno do seu ambiente que é repleto de possibilidades de ensino aprendizagem e o melhor, ao lado da casa dele.

Por isso eu sinto náusea quando vejo essa "enxurrada" de políticos dizendo que a educação é isso é aquilo, como se eles estivessem de fato se importando.

Também "enjoou" quando a turma do governo começa mostrar esses dados falseados de um IDEB que não reflete a realidade do país, eu sou professor e sei que a maior parte das nossas crianças não sabem ler.

Se a presidente Dilma um dia fizesse a leitura dessa postagem eu sei o termo que ela usaria e o lugar que me daria, o de pessimista.

Os "trogloditas" do PT que mandam na república taxam de PESSIMISTAS todo mundo que vê além do alcance, essa é a melhor defesa que encontraram para não admitir que a educação brasileira está fragilizada, carente de cuidados especiais segundo relatório da UNESCO.

Essa coisa de educação é seria, vai além dos discursos patéticos e das ações frágeis que o país vem fazendo, alguns dizem que é o melhor momento, eu digo que foi uma pequena brecha e que precisa se tornar algo maior.
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