Primeiro agente precisa tentar
definir, ainda que de forma muito geral, o que é o Banco Central do Brasil, uma
instituição a quem cabe o controle sobre as principais medidas da economia do
país, sendo por tanto, chave principal para os interesses da nação. É pelo
Banco Central que passam por exemplo, as politicas monetárias e de juros que
nos afetam diretamente.
Na realidade atual, em que o
Banco Central é subordinado ao governo brasileiro, tendo inclusive o seu presidente
nomeado pela pessoa que estiver ocupando o cargo de presidente da república, a questão
política se torna um agravante, algo muito sério, decisões importantíssimas que
deixam de levar em consideração os aspectos técnicos de viabilidade ou
inviabilidade, para se adequarem as necessidades da politica partidária, ou
como estamos vendo agora, ao resultado de uma eleição.
No modelo existente, o Governo
Federal e o Congresso Nacional, cujas representações em sua maioria tem procedência
duvidosa, estão intervindo demais na economia, fazendo política com os números,
querendo que a economia decida uma eleição.
Isso faz com que o Banco
Central mude o rumo das politicas de economia a todo momento, o que esta ainda mais
notório durante esse período de crise.
Como consequência a instituição
perde a credibilidade necessária junto ao mercado e o Brasil fica mal visto
diante do cenário internacional que vive de expectativas e especulações, um
Banco Central precisa ser firme, ter convencimento, essa primazia não pode ser
perdida.
Eu defendo a autonomia por
que nós precisamos preservar o Banco Central da politica partidária, deixa-lo
longe disso, da corrupção, dos interesses indiferentes aos do povo e isso não
será possível com o Presidente (a) e o Congresso intervindo a todo instante,
até mesmo com cabides de emprego.
Da mesma forma que nós,
sociedade, ao discutirmos essa questão tão séria, não podemos nos motivar pelo
momento eleitoral e pelos discursos dos nossos candidatos.
LÁZARO FARIAS