AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL - POR LÁZARO FARIAS

Primeiro agente precisa tentar definir, ainda que de forma muito geral, o que é o Banco Central do Brasil, uma instituição a quem cabe o controle sobre as principais medidas da economia do país, sendo por tanto, chave principal para os interesses da nação. É pelo Banco Central que passam por exemplo, as politicas monetárias e de juros que nos afetam diretamente.

Muitas vezes cabe a essa instituição estabelecer medidas de longo prazo para tratar sobre coisas importantes como a compra e venda dos títulos públicos, sobre o valor do real frente ao dólar e diversas outras ações que fogem a nossa compreensão para nos afetam diretamente.

Na realidade atual, em que o Banco Central é subordinado ao governo brasileiro, tendo inclusive o seu presidente nomeado pela pessoa que estiver ocupando o cargo de presidente da república, a questão política se torna um agravante, algo muito sério, decisões importantíssimas que deixam de levar em consideração os aspectos técnicos de viabilidade ou inviabilidade, para se adequarem as necessidades da politica partidária, ou como estamos vendo agora, ao resultado de uma eleição.  

No modelo existente, o Governo Federal e o Congresso Nacional, cujas representações em sua maioria tem procedência duvidosa, estão intervindo demais na economia, fazendo política com os números, querendo que a economia decida uma eleição.

Isso faz com que o Banco Central mude o rumo das politicas de economia a todo momento, o que esta ainda mais notório durante esse período de crise.

Como consequência a instituição perde a credibilidade necessária junto ao mercado e o Brasil fica mal visto diante do cenário internacional que vive de expectativas e especulações, um Banco Central precisa ser firme, ter convencimento, essa primazia não pode ser perdida.

Eu defendo a autonomia por que nós precisamos preservar o Banco Central da politica partidária, deixa-lo longe disso, da corrupção, dos interesses indiferentes aos do povo e isso não será possível com o Presidente (a) e o Congresso intervindo a todo instante, até mesmo com cabides de emprego.


Da mesma forma que nós, sociedade, ao discutirmos essa questão tão séria, não podemos nos motivar pelo momento eleitoral e pelos discursos dos nossos candidatos.

LÁZARO FARIAS 
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