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Documento mostra que Petrobras fechou contratos de quase R$ 80 bi com empreiteiras

O presidente do Supremo Tribunal Federal negou o pedido de liberdade para o acusado de comandar o chamado ‘clube de empreiteiras’ que atuava na Petrobras.
E um documento mostra que, nos últimos dez anos, a estatal fechou contratos de quase R$ 80 bilhões com essas empreiteiras.
A lista de cem obras foi entregue pela própria Petrobras aos investigadores da Operação Lava-Jato. Foi anexada ao processo que analisa o papel de dirigentes da Engevix no esquema de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O vice-presidente da empreiteira, Gerson Almada, está preso, acusado de ser o principal responsável da empresa no esquema.
A planilha mostra contratos firmados diretamente pela Petrobras com a Engevix e as demais empresas do cartel ou em consórcios dos quais elas faziam parte. Traz as construtoras, os valores e os responsáveis pelos contratos. O total dos contratos: R$ 78,7 bilhões.
Esse valor é quase oito vezes maior do que a lavagem de dinheiro do esquema comandado pelo doleiro Alberto Youssef. São obras que estão sendo investigadas e que também revelam a atuação do cartel na Petrobras.
Nas decisões do juiz Sergio Moro, que transformaram executivos em réus, ele afirma que o cartel de empreiteiras teria fraudado licitações em grandes obras da Petrobras desde 2006. Segundo as investigações, um esquema em que empreiteiras pagavam propina a diretores da Petrobras, que repassavam parte do dinheiro a políticos, partidos e ao doleiro Alberto Youssef.
Vinte e sete executivos e funcionários viraram réus em ações penais da Operação Lava-Jato. Desses, 11 continuam presos. Eles terão que explicar à Justiça Federal se houve pagamento de propina e lavagem de dinheiro em todos os contratos dessa lista. Os primeiros depoimentos de testemunhas de acusação estão marcados para fevereiro.
Nesta terça-feira (23), o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, que está de plantão no recesso do Judiciário, negou pedido de liberdade ao presidente da construtora UTC, Ricardo Pessoa. Ele é apontado nas investigações como o chefe do ‘clube de empreiteiras’ que desviou recursos da Petrobras.
JN
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