O vereador Sargento Wellington Cobra fez um alerta público sobre a grave situação ambiental do Açude Velho, um dos principais cartões-postais de Campina Grande. Segundo o parlamentar, o problema vai muito além da aparência da água e representa um risco real ao meio ambiente e à saúde pública.
De acordo com Wellington Cobra, o fenômeno observado — a coloração esverdeada da água e a proliferação excessiva de algas — é resultado de um processo conhecido como eutrofização, causado principalmente pelo despejo de esgoto sem tratamento adequado no manancial.
“O que muita gente pensa ser apenas um problema visual é, na verdade, um processo grave de degradação ambiental. Quando essas algas se multiplicam e depois morrem, ocorre a decomposição, que consome o oxigênio da água, provocando a morte dos peixes e a liberação de gases tóxicos”, explicou o vereador.
O parlamentar destacou que a simples retirada das algas mortas não resolve a situação e pode, inclusive, agravar o problema, se não houver intervenção na causa principal: a falta de saneamento, fiscalização e políticas ambientais contínuas.
Wellington Cobra reforçou que o adoecimento do Açude Velho não é um fenômeno natural, mas consequência direta do abandono ambiental ao longo dos anos.
“Preservar o Açude Velho não é apenas cuidar de um símbolo da cidade. É proteger a saúde da população, o meio ambiente e a história de Campina Grande. Fiscalizar é dever e cuidar da cidade é obrigação”, afirmou.
O vereador garantiu que seguirá cobrando providências dos órgãos responsáveis e defendendo ações efetivas para a recuperação e preservação do açude, ressaltando que o município precisa tratar o tema com a seriedade que ele exige.