O caso do médico Fernando Cunha Lima, condenado a 22 anos de prisão por estupro de vulnerável, ganhou um novo e polêmico capítulo nesta segunda-feira (30). A servidora pública Gabriella Cunha Lima, sobrinha do médico, denunciou que ele estaria circulando livremente pelo Liv Mall, um shopping center em João Pessoa, descumprindo as medidas cautelares impostas pela Justiça.
Segundo Gabriella, o flagrante teria ocorrido no dia 26 de fevereiro. Ela afirma que Fernando estava acompanhado da esposa e foi reconhecido por uma de suas vítimas e outras testemunhas dentro de um elevador. "Vítimas e familiares passaram mal ao saber da notícia", relatou Gabriella ao Portal MaisPB, sugerindo que as imagens das câmeras de segurança do local podem confirmar a presença do médico fora do horário de consultas.
A Defesa Reage Os advogados Lucas Mendes e Aécio Farias negaram veementemente as acusações. Em nota, a defesa afirmou que o estado de saúde de Fernando é "crítico" e que ele só deixa a residência para consultas e exames previamente autorizados e sob monitoramento eletrônico. Os defensores classificaram a denúncia como "maldosa" e informaram que tomarão providências legais contra os autores do que chamam de "falsa acusação".