Uma mulher ficou paraplégica e duas crianças ficaram feridas após a queda de um elevador em um residencial da construtora Setai, no bairro do Altiplano, em João Pessoa. O acidente aconteceu na noite desta quarta-feira (14).
O elevador despencou do 3º andar do edifício, que havia sido entregue há poucos anos e, segundo moradores, já apresentava problemas estruturais recorrentes.
O diagnóstico de paraplegia da mulher, de 36 anos, foi confirmado pelo diretor do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Laércio Bragante.
“O diagnóstico dado pelas equipes da neurocirurgia e da emergência do Hospital de Trauma foi clinicamente de paraplegia, com indicativo de cirurgia para estabilização da coluna vertebral e, com isso, evitar danos adicionais à medula”, afirmou.
Segundo informações do hospital, a vítima é estrangeira e a família solicitou a transferência dela para uma unidade hospitalar particular.
As duas crianças, de 5 e 3 anos, sofreram apenas ferimentos leves e receberam alta médica.
Troca de acusações
Após o acidente, a construtora Setai e a administração do condomínio passaram a trocar acusações sobre a responsabilidade pelos problemas nos elevadores.
Em nota, a construtora alegou que a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos passou a ser do condomínio após a entrega do empreendimento. A empresa também afirmou que vinha alertando a administração sobre a necessidade de manutenção contínua.
Já a administração do condomínio acusa a construtora de omissão diante dos problemas estruturais registrados no edifício, questão que já estaria sendo discutida judicialmente.
“O processo tramita sob o nº 0804073-28.2025.8.15.2001 e pleiteia a substituição de todos os elevadores do empreendimento”, informou trecho da nota divulgada pela administração.
Problemas já haviam sido judicializados
Em janeiro deste ano, a 7ª Vara Cível da Capital determinou que a empresa responsável pelo empreendimento realizasse a substituição integral dos elevadores do Condomínio Residencial Reserve Altiplano I.
A decisão judicial cita falhas recorrentes desde a entrega do condomínio, em setembro de 2023, incluindo incêndio em fosso de elevador, quedas abruptas de cabine, travamentos e falhas em sistemas de segurança.
Na ocasião, a Justiça estabeleceu prazo de 15 dias para substituição dos equipamentos, sob pena de multa diária de R$ 3 mil, limitada a R$ 350 mil.
