NOVA YORK — O otimismo do mercado financeiro global com uma possível rodada de cortes rápidos nas taxas de juros começou a dissipar. Em comunicados emitidos pelas principais diretorias regionais, tanto o Federal Reserve (Fed) quanto o Banco Central Europeu (BCE) indicaram que a inflação persistente no setor de serviços deve estender o período de juros elevados pelo menos até o final do segundo semestre.
A postura mais rígida das autoridades monetárias já reflete no custo do crédito corporativo e imobiliário em diversas partes do mundo. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) acompanha de perto o cenário externo, sob pressão de um dólar valorizado que encarece as importações. Para o consumidor final, a recomendação de especialistas é cautela no endividamento a longo prazo.