BRASÍLIA — Em uma corrida contra o recesso parlamentar, lideranças da Câmara e do Senado fecharam um acordo para levar ao plenário o texto final do Marco Legal da Transição Energética. O projeto, que cria incentivos fiscais para indústrias que utilizam hidrogênio verde e energia eólica offshore, vinha travado por divergências sobre os subsídios que serão custeados pelo Orçamento da União.
O governo federal vê na aprovação do texto uma vitrine essencial para atrair investimentos estrangeiros. No entanto, a ala fiscalista do Congresso tenta blindar o teto de gastos, exigindo contrapartidas e metas claras de redução de emissões para que as empresas tenham direito aos benefícios. A votação promete mobilizar intensas negociações de bastidores nos próximos dias.