Os Estados Unidos oficializaram nesta quarta-feira (16) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida foi anunciada após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que aponta supostas práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.
Além da recomendação para a aplicação das tarifas, o USTR encaminhou à Casa Branca uma proposta de atualização da lista de produtos isentos da nova alíquota, definindo quais itens ficarão fora da cobrança.
A decisão já era aguardada pelo governo brasileiro, que vinha mantendo negociações com autoridades norte-americanas nos últimos meses. O Palácio do Planalto esperava o anúncio oficial para avaliar o alcance da medida e identificar quais setores da economia seriam mais afetados.
Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 4 mil produtos brasileiros podem ser atingidos pelo tarifaço. A entidade estima que o impacto sobre as exportações para os Estados Unidos possa chegar a aproximadamente US$ 14,9 bilhões.
Nos bastidores do governo federal, integrantes da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos não possuem fundamentação técnica suficiente e consideram que a decisão tem motivação política.
O governo do presidente Donald Trump, por sua vez, sustenta que o Brasil adota práticas comerciais que prejudicam empresas e produtores norte-americanos. Segundo a justificativa apresentada pelas autoridades dos EUA, a adoção das novas tarifas busca corrigir desequilíbrios nas relações comerciais entre os dois países.
