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IA não pode ser usada para criar fake news e vozes de pessoas mortas nas eleições

 




Eleições
Advogado eleitoral alerta que candidatos e eleitores devem respeitar regras para o uso de inteligência artificial durante o período eleitoral

O uso de Inteligência Artificial (IA) em propagandas políticas e conteúdos publicados na internet, incluindo grupos de WhatsApp, deve seguir regras durante as eleições. A tecnologia não pode ser utilizada para criar notícias falsas, distorcer informações ou reproduzir vozes de pessoas mortas.

O alerta foi feito nesta sexta-feira (14), durante o programa Correio Debate, da Rede Correio SAT. Em entrevista, o advogado eleitoral Lincoln Mendes explicou que tanto candidatos quanto eleitores precisam respeitar as normas relacionadas ao uso da inteligência artificial e podem sofrer penalidades caso utilizem a tecnologia de forma irregular.

“Não pode deturpar conteúdo, falsear a verdade através do uso de IA. Ela tem essas limitações para poder não interferir na vontade do eleitor. Iremos presenciar uso massivo de IA para criar jingles, peças publicitárias. O problema é quando se usa a IA utilizando vozes de pessoas mortas, criando fake news. É uma restrição tanto do candidato quanto do eleitor”, alertou o advogado.

Segundo Lincoln Mendes, a inteligência artificial deve ser utilizada de maneira responsável durante o processo eleitoral, sem interferir de forma indevida na decisão dos eleitores ou alterar a realidade dos fatos.

A preocupação envolve principalmente a possibilidade de conteúdos produzidos artificialmente serem utilizados para manipular informações, atribuir declarações falsas a pessoas ou disseminar materiais enganosos durante a campanha.

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