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A Polícia Civil da Paraíba investiga um grupo criminoso suspeito de envolvimento em pelo menos 12 homicídios e no desaparecimento de um cabo da Polícia Militar em João Pessoa. Os casos são investigados no âmbito da Operação Carrasco, deflagrada nesta quarta-feira (7).

Entre os casos está o desaparecimento do cabo José César, que não é visto desde 12 de fevereiro. Segundo a investigação, o policial saiu de casa durante a madrugada e, desde então, não foi mais localizado.

De acordo com a Polícia Civil, o cabo era dependente químico, tinha dívidas e havia sido proibido de entrar na comunidade onde o grupo criminoso atuava. A investigação aponta que ele teria retornado ao local no dia em que desapareceu e sofrido uma punição aplicada pela facção.

O delegado Hector Azevedo afirmou que o desaparecimento é investigado como homicídio, embora o corpo do policial ainda não tenha sido encontrado.

“Em razão de sua dependência química, o cabo César já havia sofrido uma disciplina da facção criminosa. Não poderia retornar à comunidade e, no dia de seu desaparecimento, acabou indo à comunidade, o que acabou tendo esse desfecho, ao que tudo indica, trágico”, afirmou o delegado.

Segundo a Polícia Civil, os 12 homicídios atribuídos ao grupo teriam ocorrido desde agosto de 2025, principalmente em meio a disputas por território na região de Gramame, em João Pessoa.

Durante a coletiva realizada nesta quarta-feira (7), a delegada Luiza Corrêa, titular da Delegacia de Homicídios de João Pessoa, informou que as equipes continuam reunindo e reforçando provas relacionadas aos crimes.

Celulares apreendidos durante a operação também serão periciados para auxiliar na identificação da participação dos investigados nos homicídios.

A investigação ainda apura crimes de decapitação e ocultação de cadáveres. Segundo a Polícia Civil, algumas das vítimas ainda não foram localizadas.


 

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