sexta-feira, 8 de junho de 2018

Espaço: Nasa encontra possível evidência de vida no passado em Marte

A agência espacial americana (Nasa) publicou nesta quinta-feira (7) na revista “Science” um novo achado: material orgânico preservado entre rochas (argilitos) com cerca de três bilhões de anos em cratera do planeta Marte. Os cientistas acreditam que pode ser uma evidência de vida no passado.

Os dados e amostras foram coletados pelo Rover Curiosity, em missão do planeta vermelho desde 2012. Novas informações sobre a atmosfera de Marte e suas variações nos níveis de metano foram apresentadas em outro artigo publicado também pela “Science”.

“Material orgânico antigo e misterioso metano! O Rover Curiosity encontrou uma nova evidência preservada nas rochas que sugere que o planeta pode ter suportado vida no passado + uma nova evidência na atmosfera que se relaciona com a busca da vida atual em Marte”, escreveu a Nasa em sua conta no Twitter.

Apesar de a origem das moléculas ainda não estar clara, a Nasa destacou que esse tipo de partícula pode ter sido a fonte de alimento de uma hipotética vida microbiana em Marte.

A descoberta não confirma a existência de vida no planeta, disse a especialista, mas mostra que os organismos podem ter sobrevivido no planeta vermelho graças à presença dessas moléculas.

Eigenbrode explicou que apesar de a superfície de Marte ser inóspita atualmente, os indícios apontam que, no passado, o clima marciano tinha condições propícias para a existência de água líquida, um fator essencial para a vida como conhecemos.

Outros dados recolhidos pelo Curiosity revelaram que há bilhões de anos um lago dentro da cratera Gale – mesmo local onde estavam as rochas com materiais orgânicos encontrados desta vez – continha ingredientes necessários para a vida, como componentes químicos e energia.

“Encontrar moléculas orgânicas antigas nos primeiros cinco centímetros de rocha que se depositaram na superfície quando Marte pode ter sido habitável é um bom presságio para que aprendamos a história das moléculas orgânicas no planeta vermelho com futuras missões que aprofundarão mais nosso conhecimento”, afirmou.

Variação do metano

Os cientistas da agência espacial também fizeram medições detalhadas do metano na atmosfera de Marte – há uma variação sazonal dos níveis. Pequenas concentrações foram detectadas previamente, mas as origens são um debate e “um mistério”.

No nosso planenta, a maior parte do metano é produzido por fontes biológicas. Inúmeros processos do meio ambiente de Marte têm sido estudados como uma possibilidade de origem do metano.

Os pesquisadores do Rover Curiosity analisaram três anos marcianos dos níveis coletados da substância – 55 meses na Terra. Eles descobriram as mudanças sazonais: o índice varia entre 0,24 e 0,65 partes por bilhão, com um pico perto do final do verão no hemisfério norte do planeta vermelho.
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Balanço Geral - Correio FM 98.1

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