Mesmo diante da necessidade de segurar partidos como o
DEM e o Solidariedade (SDD) na coligação para a candidatura do senador Aécio
Neves (PSDB-MG) à Presidência, o PSDB decidiu priorizar a montagem de uma chapa
pura (“puro sangue”) para a corrida eleitoral do ano que vem. Por enquanto,
segundo o portal de notícias iG Brasília, as negociações caminham internamente
para usar a vaga de vice para apaziguar a relação com o ex-governador de São
Paulo José Serra (PSDB), que resiste em apoiar o mineiro no projeto nacional.
De acordo com dirigentes do PSDB, a solução mais provável
para a vice de Aécio será caseira. Os tucanos falam em lançar o senador Aloysio
Nunes Ferreira, aliado de primeira hora de Serra, que já se incorporou à
pré-campanha de Aécio. Ferreira desconversa, mas não nega a combinação. “Ainda
está muito cedo para falar sobre isso”, disse o senador.
Serra não tem participado de eventos políticos
organizados para dar corpo à candidatura de Aécio. Outros aliados próximos do
ex-governador, como o ex-governador Alberto Goldman e o senador Álvaro Dias
(PR), também já se aproximaram da equipe de Aécio.
Embora alguns dirigentes do partido aleguem que ainda é
cedo para convergir para uma definição sobre a vaga de vice, os tucanos
confirmam que a opção caseira tem sido cogitada. “O próprio Aécio já fez
elogios fortes ao senador Aloysio Nunes”, lembrou o presidente do PSDB de São
Paulo, Duarte Nogueira. “No entanto, é preciso ter cuidado para não dividirmos
nossos exércitos”, ressalvou.
Mesmo sem oferecer a vice para aliados, Aécio Neves tem
se esforçado para manter na coligação os Democratas e o Solidariedade,
principalmente após a debandada do PPS, que avança para apoiar o candidato do
PSB, Eduardo Campos, na corrida presidencial. Restou a Aécio garantir a
coligação formal com esses dois partidos para ter tempo de tevê na campanha.
