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João Henrique: “Fui eu que pedi para a PF apurar o caso da extração das pedras”

O deputado estadual João Henrique (DEM), em entrevista a imprensa no final da manhã desta quarta-feira (27), se disse totalmente inocente e que não está envolvido na ‘Operação Sete Chaves’ realizada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), para desarticular um esquema de extração ilegal da pedra preciosa turmalina paraíba.

“Não há nenhum envolvimento. Eu apenas sou sócio de uma empresa de mineração aqui no Estado da Paraíba. Tenho alvará de pesquisa tudo atestado pelo Ministério das Minas e Energia. E tenho pautado a nossa conduta no âmbito da empresa sempre com muita responsabilidade e, acima de tudo, em dia com as autoridades fazendárias e fiscais. Além disso, cumprimos as normas do Departamento Nacional de Produção Mineral”, disse.

Contudo, o deputado disse que durante todo o período em que é detentor do Decreto de Lavra no local da sua mineração (Serra da Batalha /Patos) tem havido várias invasões na área.

“Eu venho comunicando ao DNPM constantemente. Eu tenho umas quinze comunicações nesse aspecto e durante esse interregno, a Polícia Federal foi lá uma duas vezes e paralisou os trabalhos clandestinos, mas surgiu um pessoal que se afincou na área e eu tive que comunicar as autoridades para tomar as providências cabíveis e em função dessas comunicações deflagrou-se essa operação para apurar um todo”, ressaltou.

O deputado revelou ainda que pediu a própria Polícia para também ser investigado, porém não chegou a ser ouvido pela Polícia Federal.

“Eu não sou melhor e nem pior que ninguém para que também não possa ser investigado, mas eu não fui ouvido pela Polícia Federal e nem tem o que ser ouvido. Creio que com a documentação que eles pegaram na empresa, não haverá controvérsia”, afirmou.

Ele também considerou natural a busca e apreensão de documentos feitos pela Polícia Federal em sua residência localizada no município de Monteiro, no Cariri paraibano.

“Apreenderam uns documentos, amostras de pedras, cascalhos, coisas que não tem nada a ver, mas acham que tinha e levaram. Para se ter uma idéia apreenderam até uns documentos da Prefeitura de Monteiro. Mas estou tranqüilo. Não tenho absolutamente nada com isso. Pelo contrário, eu estou pagando porque trabalho direito. Tudo isso só foi deflagrada porque eu pedi para apurar e a decisão não foi só de apurar aquilo que o denunciante fez”, avaliou.

Fonte: Lázaro Farias/Paraíbaonline
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