Seis aeradores começam a operar em fase de teste no Açude Velho, em Campina Grande


 Seis dos oito equipamentos instalados para oxigenar a água do Açude Velho, principal cartão-postal de Campina Grande, já começaram a funcionar em fase de testes. Os chamados aeradores foram instalados menos de um mês após a retirada de quase 10 toneladas de peixes mortos do reservatório.

A medida faz parte de um conjunto de ações emergenciais adotadas pela Prefeitura de Campina Grande para tentar melhorar a qualidade da água do açude, após a grave mortandade registrada recentemente. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma).

De acordo com a gestão municipal, quatro dos equipamentos instalados são do tipo chafariz, responsáveis por lançar a água para cima, enquanto outros dois são do tipo palheta, que promovem a movimentação horizontal da água, auxiliando na oxigenação do reservatório.

Os aeradores chegaram ao município no dia 15 de janeiro, e a montagem foi concluída na segunda-feira (26). Segundo a prefeitura, os equipamentos já estão sendo acionados pelo menos duas vezes ao dia, ainda em fase experimental. Não foi informada uma data para a conclusão total da instalação.

A previsão é que mais dois aeradores sejam adicionados posteriormente, totalizando oito equipamentos em funcionamento. A ampliação, segundo a gestão, faz parte de uma “medida de caráter urgente”, com o objetivo de elevar a concentração de oxigênio dissolvido na água de forma segura e controlada.

Além da instalação dos aeradores, a prefeitura informou que será realizado um monitoramento contínuo dos níveis de oxigênio da água, permitindo ajustes no funcionamento dos equipamentos sempre que necessário. Para garantir a operação adequada, estão sendo utilizados cerca de 1,5 quilômetro de cabos elétricos especiais para submersão.

O secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Campina Grande, Dorgival Vilar, afirmou que as ações emergenciais fazem parte de um plano mais amplo de requalificação do Açude Velho.

“Além das medidas imediatas, existe um projeto mais geral para requalificar o Açude Velho, tanto internamente quanto no entorno, especialmente no que diz respeito à urbanização”, destacou.

Segundo o secretário, o açude também deverá passar por um processo de desassoreamento, com a remoção de material sedimentado acumulado ao longo de anos.

O Açude Velho não é utilizado para abastecimento da cidade, mas é considerado um dos principais símbolos urbanos de Campina Grande. A mortandade de peixes foi tratada como um problema ambiental decorrente, segundo especialistas, da combinação de fósforo e nitrogênio na água, fenômeno que reduz drasticamente o oxigênio disponível para os animais, especialmente nesta época do ano.

Além disso, o reservatório recebe águas poluídas provenientes de canais que deságuam na região. A alteração na coloração da água, o mau cheiro e outros transtornos têm afetado moradores e comerciantes do entorno, aumentando a pressão por soluções definitivas para o problema ambiental.

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