O Ministério Público da Paraíba (MPPB) anunciou que entrará com uma Ação Civil Pública para banir, de forma definitiva, as torcidas organizadas Jovem e Fúria, do Botafogo-PB, dos estádios de futebol. A medida de extrema segurança foi confirmada pelo promotor José Leonardo Pinto, coordenador do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor do órgão, com previsão de protocolo na Justiça entre o final de julho e a primeira semana de agosto.
A decisão foi tomada durante uma reunião na sede do Ministério Público, que reuniu representantes das forças de segurança do estado e da Federação Paraibana de Futebol (FPF). A ação judicial se baseará na Lei Geral do Esporte e visa suspender totalmente as atividades das duas agremiações devido aos recorrentes episódios de violência, como o recente confronto registrado no último domingo (12) contra torcedores do Confiança, no entorno do Estádio Almeidão, em João Pessoa.
Como medida imediata, o MPPB já ampliou a suspensão temporária das duas torcidas por mais duas partidas (contra o Santa Cruz, no dia 8 de agosto, e contra o Guarani, no dia 22 de agosto). Além de estarem impedidos de entrar nas praças esportivas, os integrantes das organizadas não poderão se aproximar a uma distância menor que 5 quilômetros dos estádios em dias de jogos.
O Ministério Público também notificou a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo-PB para que apresente um plano de segurança detalhado para o clássico contra o Santa Cruz de Recife. A promotoria estuda, inclusive, proibir totalmente a vinda e a entrada de torcidas organizadas do clube pernambucano em território paraibano para evitar novos conflitos de grandes proporções.
Por outro lado, a defesa da torcida Fúria Independente emitiu um pronunciamento destacando que a entidade não foi formalmente notificada sobre as novas punições. A diretoria da organizada ressaltou que nenhum de seus membros esteve envolvido na confusão de domingo, pois estavam cumprindo a suspensão anterior de forma integral, e alegou que as punições da Lei Geral do Esporte devem ser aplicadas de forma individual aos autores das brigas, e não contra a instituição como um todo.