Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. Em entrevista coletiva após a vitória, o petista agradeceu aos eleitores e abordou temas como democracia, negacionismo e soberania nacional.
Durante o pronunciamento, Lula destacou a participação dos brasileiros no resultado e atribuiu a vitória aos valores defendidos por seus eleitores.
“Eu quero agradecer a Deus e agradecer a vocês, homens e mulheres desse país. Não fui eu nem o Alckmin que ganhou essas eleições, foi a honradez, o nacionalismo, a democracia e o futuro que vocês querem pros filhos de vocês, que fez a gente virar, foi a primeira vez que a gente virou”, ressaltou.
A eleição também foi marcada pela virada de Lula no segundo turno. Após iniciar a disputa em desvantagem em relação ao adversário, o petista conseguiu reverter o resultado e conquistar a maioria dos votos válidos.
O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante a coletiva, Lula classificou o resultado como uma derrota do negacionismo e da mentira. Ao recordar os debates eleitorais, afirmou que a experiência foi diferente de outras disputas que enfrentou ao longo da trajetória política.
“Essa eleição foi uma derrota do negacionismo, foi uma derrota da mentira, e eu confesso a vocês que cada vez que eu ia em um debate, eu ficava constrangido, porque eu debati com muita gente, já participei de muitas eleições, já me reúno todo ano com o G20, BRICS, G7, todo ano com os principais presidentes do mundo, discutindo os principais assuntos do mundo, mas nunca pensei em me deparar com o representante genuíno do milicianismo no país", disse.
O presidente também ressaltou a importância da soberania nacional e afirmou que o Brasil não deve se submeter aos interesses de outras nações. Para reforçar o argumento, citou o cantor e compositor Chico Buarque.
“Uma demonstração de que esse país não aceita ser quintal de ninguém, como disse uma vez o meu cantor prefeiro, Chico Buarque, ele gostava do nosso governo, porque o nosso governo não falava grosso com a Bolívia e não falava fino com os Estados Unidos”, ressaltou.
