O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, falou sobre o impacto da
morte de Mandela. "Embora soubéssemos que esse dia chegaria, nada pode
diminuir nosso profundo e contínuo sentimento de perda". Ele ainda
acrescentou: "nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu um
pai."
Mandela morreu pouco antes das 20h, horário de Brasília, cercado pela
família, em casa, para onde havia sido levado depois de três meses
internado por causa de uma infecção pulmonar.
Nos últimos dias, o corpo passou a não mais responder aos antibióticos.
Os rins pararam, a infecção se generalizou e, aos 95 anos, Mandela
faleceu.
Centenas de pessoas fazem vigília em frente à casa do ex-presidente, em
Joanesburgo. Mensagens de pesar foram enviadas de várias partes do
mundo.
O conselho de segurança da Organização das Nações Unidas fez um minuto
de silêncio. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, disse "que ninguém
no nosso tempo fez mais do que Mandela para avançar os valores e as
aspirações das Nações Unidas".
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha descreveu Mandela como um herói do
nosso tempo. "Uma grande luz se apagou do mundo", disse David Cameron.
Poucos minutos depois de receber a notícia, o presidente americano fez
um pronunciamento emocionado na Casa Branca. Para Obama, Mandela viveu
pelos ideais de liberdade e democracia, transformou o país e emocionou a
todos. Ele disse ser uma das pessoas que se inspiraram nele. "Eu não
consigo imaginar a minha própria vida sem o exemplo de Nelson Mandela",
afirmou Obama.
Nelson Mandela será enterrado conforme sua vontade, na cidade em que nasceu, na zona rural da África do Sul.