O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), afirmou nesta segunda-feira (05) que o resultado das eleições deste ano deverá demonstrar que o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), “errou” ao romper com a base governista e se aliar à oposição com vistas à disputa pelo Governo do Estado em 2026.
A declaração foi feita durante o lançamento da revista Paraíba da Gente, que apresenta ações desenvolvidas pelo Poder Executivo estadual ao longo de 2025. Na ocasião, Azevêdo relembrou o apoio político dado a Cícero nas últimas eleições municipais e afirmou que não esperava a ruptura.
“Com relação ao prefeito, ele escolheu seu caminho e seguiu. Essa é uma decisão pessoal. Nós não esperávamos que isso acontecesse. Eu tive o prazer de ajudá-lo na sua caminhada e na sua volta à política”, afirmou o governador.
Segundo Azevêdo, o apoio a Cícero não foi apenas pessoal, mas envolveu todo o grupo político aliado, incluindo partidos como PP e Republicanos. Ele ressaltou que não cobra retribuições políticas e que cada decisão traz consequências.
“Não faço nada para cobrar de ninguém depois. Tudo que faço é o que acredito que preciso fazer. Somos frutos das nossas escolhas, com ônus e bônus. Vamos para a disputa e vamos mostrar que ele estava errado”, completou.
Durante a entrevista coletiva, o governador também disse que não pretende pautar sua atuação pelas ações da oposição. Ao comentar o cenário político, Azevêdo fez uma crítica indireta à gestão do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil).
“Não se faz política pensando em adversário. Se faz pensando no projeto que vamos apresentar para a Paraíba. Se for me basear pela oposição, fica complicado. É a gestão de Campina Grande que a gente quer que volte ao Estado? Vá lá em Campina”, declarou.
Saída do governo
No evento, João Azevêdo voltou a confirmar que deve deixar o cargo em abril de 2026 para disputar uma vaga no Senado Federal. Mesmo com a desincompatibilização, ele afirmou que deixará o governo com equilíbrio fiscal e planejamento garantido para os próximos anos.
“O Estado está pensado e planejado. Saio com a sensação de que o que foi feito e o que ainda vai ser feito está organizado. Nunca se fez uma transição neste Estado com a estabilidade fiscal que vamos fazer”, destacou.
